Crítica “Tekken 7”

As imagens são do site: https://wall.alphacoders.com/.
Todos os direitos pertencem a Bandai Namco Entertainment (https://www.bandainamcoent.com/).

Texto escrito por: Rodrigo Lopes.


      Você pode estar se perguntando: "Mas o que Tekken 7 tem haver com animes? Não é Blood Vengeance, então não é sobre o filme." Verdade, não é. Mas recebemos alguns comentários nos pedindo pra falarmos sobre games também. Muitos que gostam de animes gostam de jogos, então fazia sentido esse pedido. Pensando nisso, a partir dessa publicação, vamos também falar sobre jogos, iniciando com a minha análise de Tekken 7. Espero que gostem.

      Tekken sempre foi sinônimo de jogos de luta. Por mais que existam outras grandes séries do gênero de grande qualidade, como Mortal Kombat e SoulCalibur (esse último que, infelizmente, não vê a luz de um novo jogo faz um bom tempo), Tekken ainda assim sempre conseguia se destacar. Bom, não é pra menos: ele é acessível para quem quer jogar apenas de maneira descompromissada, mas também profundo o suficiente para fãs hardcore do gênero que gostam de praticar durante horas e decorar centenas de golpes. Pessoalmente, sempre foi o meu jogo de luta preferido, desde Tekken 5, que foi meu primeiro contato com a série. Ainda que naquela época os jogos de luta não tivessem modo online para duelar com pessoas do mundo inteiro, eu ainda assim passei horas fazendo todo seu conteúdo onfline. Zerei o modo arcade com todos os personagens, e consegui desbloquear todos os lutadores jogáveis (hoje em dia, você já tem todo o elenco disponível no momento em que inicia o jogo). Quando chegou Tekken 6, eu fiquei receoso de jogar online pela primeira vez. "Será que eu vou apanhar muito?", pensava. Bom, tal pensamento se concretizou, mas foi só no começo. Eu comecei a praticar mais e melhorar minhas habilidades. Modéstia a parte, eu comecei a jogar bem melhor com o tempo, me acostumei a lutar contra outros jogadores, ao invés de sempre duelar com a CPU. Não sou um jogador espetacular, mas me saí bem online. Depois veio o Tag Tournament 2, que considero o melhor da série.Em resumo, sempre me diverti muito com a série. Quando chegou a minha vez de finalmente adquirir o PS4, já pensei em como seria o jogo. Ok, não tinha chegado para os consoles na época, estava apenas nos arcades japoneses. Mas, depois de muita espera, eis que o jogo finalmente é lançado. Será que continuava sendo sinônimo de jogo de luta de qualidade?


      Não vou fazer rodeios e vou ser bem direto agora. A resposta é sim, ainda que longe de ser perfeito. Eu não esperava grandes mudanças na jogabilidade, mas gostei das pequenas adições, como o Rage Drive, que permite dar um golpe que tira uma boa parte da energia do oponente, dando uma chance de virar o jogo naqueles momentos de desespero. As lutas continuam divertidíssimas e viciantes, empolga como sempre. Por outro lado, gostei mais de jogar Tag Tournament 2, acho que a simples adição de um combatente a mais no campo de batalha acrescenta um leque maior de possibilidades e estratégias. Mas, veja bem, não estou dizendo que isso é um defeito do jogo, afinal, a proposta do jogo nunca foi de fazer um torneio com lutas em duplas. É mais uma... Confissão, só isso. Resumo da história, quem gostava antes, vai continuar gostando. E isso é ótimo, manter a essência é uma parte essencial pra continuar com o sucesso.

      Se as lutas continuam tão empolgantes quanto antes, então não tem o que reclamar, certo? Errado. Apesar de manter esse nível de excelência nas lutas, é realmente uma pena que o jogo não ofereça tantos modos de jogos que o instigam a usufruir disso, pelo menos não em modos single player. Sim, tem o modo história que, apesar de conter com chefes e lutas exigentes, é muito curto. As histórias dos outros personagens são contadas com apenas uma caixa de texto, acompanhado de apenas uma luta e depois uma cena curtíssima. Com isso, não existe motivo para jogar o modo arcade, que não oferece qualquer tipo de recompensa. Tudo que resta é jogar o modo Treasure Battle, no qual você sobe de rank onfline e ganha itens e dinheiro para gastar no modo de customização e em extras dos jogos anteriores. Esse último, vale dizer, chega a dar uma sensação nostálgica, apesar de não demorar muito pra conseguir o dinheiro necessário pra comprar tudo. Com isso, aqueles que gostam de aproveitar um conteúdo single player vão se decepcionar com o pouco conteúdo.

      Mas, se tem pouco conteúdo single player, ao menos esse pouco é bom? Sim, é. O modo história é o que mais se destaca, com transições entre cenas e lutas fantásticas, ainda que pouco utilizada, e com um jeito bem descontraído e divertido de acompanhar. Não utiliza bem a maioria dos personagens, e não é grande coisa, infelizmente, mas ainda assim é uma experiência agradável. O modo Treasure Battle também me rendeu boas lutas, e me deixou com vontade de bater meu recorde de vitórias consecutivas por umas três vezes. Mas tudo isso acaba muito rápido e deixa com um desejo de querer mais.


      Se o modo onfline é mediano, ao menos o modo online é bom? Digamos que sim, mas não excelente. Quando joguei, o game já tinha passado por uma atualização que melhorou o modo online. Segundo o que dizem, na semana do lançamento estava praticamente impossível conseguir achar uma partida por ranking. Felizmente, quando joguei, achei novas partidas até que bem rápido, mas... A conexão tem seus problemas que comprometem a experiência. Um em específico, na verdade: lag. Em um jogo como esse, as batalhas tem que rodar o melhor possível, do contrário fica apenas uma luta no qual os jogadores precisam de sorte no momento que o problema aparece. Além disso, toda vez que eu entrava em um torneio, precisava torcer pra não cair a conexão e encerrar tudo. Minha conexão pode não ser espetacular, mas rodava Tekken 6 e Tag Tournament 2 tranquilamente, então fiquei muito nervoso e decepcionado com esses problemas que nunca tive antes. Apesar disso, eu também tive meus momentos de diversão com o online, embora em menor quantidade.

      E quanto ao resto? O visual está bom, com ótimos cenários e fluidez nos movimentos, mas nada surpreendente ou um salto enorme em comparação com antes. A trilha sonora mantém o mesmo estilo de antes e... Não resta muito mais pra falar. Pode não parecer, mas eu gostei do jogo, e tive bons momentos com ele. É só que ele não me trouxe a mesma sensação de satisfação de Tekken 6 e Tag Tournament 2.


Conclusão: Ruim      Mediano         Bom    Muito bom     Excelente

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

OFF TOPIC: "Killing Stalking" by Koogi (manhwa) - Análise dos três personagens principais

Análise de personagens: Gon Freecss/Killua Zoldyck (Hunter x Hunter)

Crítica sobre "Boruto: Naruto next generations" e "Boruto: Naruto the movie"